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sábado, junho 21, 2014

Mas e a Copa?

Sim, a Copa do Mundo mesmo! Tão questionada, mas acontecendo.

E estão uma loucura de surpreendentes alguns jogos! Seleções campeãs saindo ou brigando pra continuar, seleções um tanto desacreditadas ou de menor expressão no cenário mundial se classificando. Não sei se elas vão chegar até o final, mas, agora de início, é legal isso, renovação, mudança de ares.

De modo inverso, é interessante a postura de muita gente. Não a brasileira ou a carioca, mas toda a gente de todo o mundo. É um tal de gente invadindo, quebrando, agredindo... E não é só nos estádios! É em tudo, nos jogos, nas manifestações, nas escolas, nas ruas, em todos os lugares do mundo! 

Posso estar errada, mas falta maturidade nessa movimentação. Não sei se as eleições podem mudar as coisas, mas acredito que essa gente que manifesta deveria se movimentar neste sentido. Entrar lá, contaminar por dentro, renovar, mudar os ares. Se forem muitos, talvez alguém escute; talvez, eles se escutem e comecem a pensar juntos, falar juntos, de modo civilizado. Com certeza, será difícil, mas, de repente, também funciona.

Não acredito que a Copa das Copas seja um acontecimento tão absolutamente benéfico pro desenvolvimento do país. Se os benefícios tivessem que acontecer, isso deveria começar antes, tornando o Brasil  e o povo brasileiro estruturado, em qualidade de vida, para saber filtrar e absorver tudo o que pudesse vir de bom. O que tivemos, por exemplo, foram obras intermináveis, geradoras de cidades que continuam completamente quebradas até após o mundial. O que tivemos foram aeroportos com um mau funcionamento e enchentes a cada chuva que permanecem. E o que continuamos a ter foram os problemas que já tínhamos, em (falta de) saúde, (falta de) educação e (falta de) segurança.

Mas, não acredito, como dizem por aí, que a educação ou a saúde, por exemplo, continuarão ruins por culpa da Copa acontecer no Brasil. O dinheiro que foi gasto com a Copa, infelizmente, já não seria destinado a esses itens básicos e fundamentais. Seria "investido" em quaisquer outras coisas, mas não neles. Assim, não acredito também que a Copa seja um acontecimento tão absolutamente prejudicial pro desenvolvimento do país. Talvez possamos aprender algumas coisas, como a tão aclamada limpeza dos japoneses ou a possibilidade de superação de resultados negativos em viradas exemplares, como mostraram Equador, Bélgica, Uruguai e até o Brasil em alguns jogos.

Sei lá, apenas refletindo...


sexta-feira, dezembro 27, 2013

Ah... Já que eu estou falando, vou falar.

Ficar em casa é bom, pra descansar um pouco do trabalho frenético e da rotina corrida, mas também é muito ruim porque a gente tem tempo pra ver televisão. Comercial do Retrospectiva 2013, o tiozão fala: 2013, o ano em que lutamos para mudar o Brasil.

Ah, não faz isso, não! Lutamos em que? Você acredita mesmo que o gigante acordou? Quisera eu! As mesmas coisas continuam acontecendo, mais ou menos divulgadas, nos mais diversos graus, poucos são punidos e a gente continua na batalha de sempre. #ProntoFalei

Sem mais.

sábado, setembro 07, 2013

Você acha que isso é protesto? Você se sente representado?

Por algum tempo me dei o direito de exercer a omissão justificada no tratamento do assunto "manifestações". Mas confesso que hoje sinto o que se costuma chamar de vergonha alheia. É vergonha de um país, de verdade. É vergonha de um bando de idiotas que chamam de manifestação ou protesto o que fazem destruindo a cidade, ruas, lojas etc - e me desculpem aqueles que possivelmente participem inacreditavelmente acreditando que o vandalismo não vai acontecer. É vergonha das pessoas que se sentem representadas por esses ignorantes. É vergonha de um país que não dá educação e instrumentos para seu povo conhecer e defender de maneira legítima seus direitos, fazendo valer de fato sua voz. E é vergonha também da infantilidade de uma estrutura, que de maneira imbecil acreditou que não haveria esse tipo de situação no dia de hoje, um feriado, no sábado, que representa, ou nem tanto, a independência que essas pessoas não sabem o que é, já que acreditam que invadir um desfile de 7 de setembro é mostrá-la. É vergonha de uma nação que diz que o gigante acordou fazendo vandalismo. É vergonha de uma nação que acredita que o gigante acordou porque foi pra rua dizendo que não era só por R$ 0,20. Agora que está como está é preciso o que? Falar pro gigante dormir?!

Governo atrás de governo a grande preocupação, com a educação que constantemente foi jogada as traças, foi regredir o povo, emburrecê-lo literalmente. E é por isso que chegamos no nível que estamos: um povo que não sabe votar, um povo que não sabe se impor, um povo que não sabe argumentar, nem o que argumentar, um povo que acha que a última chance é se sentir representado por animais porque não sabe o que dizer... Um povo que talvez não perceba que, cada vez que um ato como os de hoje e dos últimos meses se repete, damos muitos passos para trás na nossa autonomia enquanto nação.

E a quem cabe o papel de conscientizar? Não cabe só a você que está lendo e talvez concorde ou discorde do que escrevo; não cabe só a mim; cabe a cada um, a todos que conseguem perceber que é preciso mostrar coerência contra a corrupção e a omissão do governo no atendimento de demandas, que, sim, são muitas! É preciso cuidado, as pressões que se mostram estão tirando toda a legitimidade de qualquer protesto.

Enfim, vocês, esses vocês que se utilizam das oportunidade para destruir a cidade, destruir a moral que já está abalada de um povo, destruir as possibilidades de manifestação, não me representam.




sábado, agosto 24, 2013

Transmitindo uma ideia, amiguinhos...

..."vou lhes falar um negócio": é importante saber que nem tudo que se fala precisa ser falado tãããããão a sério. É verdade, já me estressei muito por levar as coisas dessa forma também - confirmam isso os mais fortes e mais antigos na convivência - e percebi que na vida é importante relaxar um pouco e aprender a se divertir. E isso não quer dizer que você não seja responsável, respeitoso, amigo, amável, agradável - e todas as outras qualidades que, se como é, né, envolvem minha humilde pessoinha. Trabalho, família - aqui, incluída a sanguínea e a escolhida, que inclui namorado (pode ser namorada, se você for menino), amigos-irmãos - amigos etc etc etc - e aqui incluímos todos os exemplos que tenham importância na vida - são coisas que exigem dedicação, responsabilidade, respeito, entre outras tantas coisas. Mas brincar, claro, sem ofender ninguém, nem você mesmo - #pelamor - faz bem pra vida. Um sorriso pode contagiar e tornar a vida daqueles que estão a sua volta mais feliz! Inclusive pode tornar o ambiente em que você está mais suave, agradável, não é mesmo? 

Então, fofos lindos, falem sério quanto é preciso falar a sério e brinquem quando é possível brincar, e não perturbem quem faz isso - as duas coisas, no momento em que estiverem fazendo cada uma das duas coisas, entendeu? - e não julguem porque julgar é algo muito chato, feio e pretensioso, já que talvez você não conheça a pessoa que está julgando ou não conheça a vida ou não tenha amigos ou não seja feliz ou não esteja realizado ou não esteja seguro com você mesmo ou sei lá mais o que - como "sei lá mais o que", você pode incluir sua justificativa preferida.

Por fim, espero que tenha dado tudo certo para quem tinha que dar certo.

E, por fim, de novo, oh, gente chata! #prontofalei




Falei de novo, né? Já tinha falado isso. Repetitiva, eu... Dá uma olhada lá: Por que nunca me conformo com a fácil opção do ser humano em avaliar o um tomando por base o todo, ou talvez apenas a sua realidade individual de um em relação a este todo?

sábado, junho 29, 2013

Por que nunca me conformo com a fácil opção do ser humano em avaliar o um tomando por base o todo, ou talvez apenas a sua realidade individual de um em relação a este todo?

Acho que talvez essa seja a razão de os meios não encontrarem os possíveis fins para seus inícios. Em outras palavras, provavelmente, se o mundo estivesse diposto a observar as qualidades de cada elemento independente de padrões e indicativos predefinidos, um conjunto harmônico pudesse ser construído. 

Esse foi o pensamento alto, a ideia solta que postei ontem via facebook. Já se deram conta disso?

Sim, lidar com e entre os seres humanos é muito complicado. Mas será que precisa ser tanto?




Quantas vezes você, antes de deixar o outro se expor ou mostrar quem ele realmente é, já julgou quem ele poderia ser, afirmou que ele faria ou teria feito coisas que nem sempre correspondem a realidade? Quantas vezes você já fez isso pela idade que ele tem, a música que ele ouve, a roupa que ele veste, a profissão que ele escolheu?

Me permitindo aqui o abuso na sinceridade, considero isso a coisa mais idiota que você poderia ter feito. Ok, errar é humano e julgar é um dos maiores erros da humanidade, mas somos uma geração que deveria ter aprendido com os erros das anteriores e isso já se demonstrou um grande equívoco do passado. Quantas amizades quem sabe você já deixou de ter em decorrência deste tipo de julgamento? Quantas boas pessoas você já afastou por uma infeliz imbecilização que você construiu sobre elas tomando por base fatores gerais, que inegavelmente tornam-se variáveis por influência da personalidade e até mesmo do caráter? Quantas momentos de boas risadas você não se permitiu porque esteve reclamando de situações que, sim, eram de se reclamar, mas que, não, não melhorariam a partir do número de reclamações feitas e que, não, não eram capazes de impedir os bons momentos que, apesar dos pesares, poderiam surgir em seu percurso?

Abram os olhos, aproveitem a vida: nem sempre ela é maravilhosa - muitas vezes, na maior parte do tempo ela pode até não ter sido -, mas certamente nós podemos transformar pequenos encontros em grandes momentos.



domingo, junho 23, 2013

Enfim, de volta! Ideias bombando e exercendo o direito de omissão consciente.

Muito tempo segurando muitas ideias, estou de volta para libertá-las e convidá-los a segurá-las, compartilhá-las, criticá-las, acrescentar-lhes novos pontos de vista...

Já de início, me declaro consciente das manifestações, favorável às bandeiras e questionadora dos meios empregados. Acho válida e legítima a manifestação nas ruas, um belo exemplo, remontando outros tempos e fazendo (re)surgir ideais num povo já muito desgastado. Questiono, entretanto, em que medida essas manifestações estão realmente sendo feitas por e para este povo que precisa de mudanças. Não digo que quem vai  às ruas não precise - todo cidadão brasileiro precisa de mudanças políticas, merece respeito de seus governantes - mas falo do quanto compreendem e se apropriam da luta. As causas, na minha humilde opinião, são de todos, mas talvez não esteja sendo permitida a todos. Não acredito que sendo contra tudo e todos os instrumentos existentes, como imprensa, partidos políticos, instituições etc, pode-se conquistar de maneira realmente democrática. É preciso agregar, transformar tudo o que já se tem, apesar da imperfeição de cada parte deste todo, em um elemento capaz de contribuir, fortalecer. É preciso, agora, que a atenção já foi chamada, até mesmo em âmbito mundial, parar de gritar e dialogar. É preciso perceber que, a cada dia que as manifestações (sim, pacíficas) acontecem, infelizmente, diversos grupos com intuitos diversos e, em grande parte, destrutivos se aproveitam para atuar, retirando em parte a legitimidade e a beleza do movimento. Que sigamos no caminho por mudanças, com maturidade e responsabilidade nas posturas e principalmente nas consequências dos atos diários.




quinta-feira, maio 30, 2013

E continuam as incoerências televisivas...

Como se não faltassem incoerências na vida, as novelas atualmente são mestres nesse quesito, não é mesmo?


Sim, eu assisto a novela das 8 que passa as 9. Sim, eu moro com minha mãe, o que torna um tanto quanto complicada a mudança de canal. Não, minha mãe não é noveleira, mas, sim, ela faz isso por hábito, logo, eu também o faço. Não, a culpa não é dela porque eu poderia ir para o meu quarto, mas sim, eu também vejo a novela por hábito. Acabou, consciência? Posso prosseguir? Grata.



Voltando ao que importa, não é preciso tecer maiores comentários sobre as loucuras de Salve Jorge, afinal, Glorinha, emblematicamente, fez isso, e muito bem, sozinha. Basta apenas, aqui, fazer um salve a galera do Morri de Sunga Branca: esperei, a cada dia, mais os comentários de vocês do que a novela propriamente - sim, contagiei minha mãe!



Vamos a Amor a Vida. Que linda estória! Aliás, uma estória do tipo estória pra ninar com estágios de loucas emoções. Obrigada, Walcyr Carrasco! Não vi muitos capítulos inteiros porque o sono tem vindo cedo - a doideira é muita, gente! - mas deu pra ter uma ideia da trama nos dois ou três que assisti. Se liguem na ideia, com atenção porque vou na velocidade 5, direto nas partes quentes e sem muita sequência:

  • A mulher do Malvino morre no parto, junto com o bebê. O que acontece? Ele sai inconformado, deprimido, deseperaaaado e chorando (MUITO DEMAIS). Mas o que milagrosamente se dá? Ele ouve um choro de bebê no lixo. Caracóis, é um milagre!!!! E o que ele faz? Pega o bebê. Super natural, afinal, não tem tu vai tu mesmo e, como dizem, bebê é tudo igual quando nasce. Beleza Pura! Não, essa foi outra novela igualmente ruim. Tudo lindo, ele chama a doctor e pede pra que? pra não registrar o óbito de sua neném, afinal, ele arrumou outra pra colocar no lugar e ela... aceita!!!!! Brasil-il-il. E a muié que desfaleceu? Ficou lá falecida e não soube do enterro, não. Você soube?
  • De onde veio o bebê resgatado? Da Paloma - essa eu lembro o nome porque ela é importante. Em resumo, a baby nasce no banheiro de um boteco em que ela estava com o Ninho - acho que é isso - onde, após uma briga, ela sentiu a bolsa romper. Ok. Aí, a chacrete fez o parto. Só uma pausa na narrativa: essa cena foi... Sem comentários. Ponto pro moço aí da novela que conseguiu deixar a barriga da moça perfeita! Bom, mas como estávamos falando, naturalmente, a chacrete, super entendida de partos, foi lá e fez o que devia ser feito e o bebê nasceu. Mas, como ninguém é tão 100% Sangue Bom, que é nome de outra novela também, a moça parteira faz o que com a linda recém nascida? Deixa ela lá com a mãe, ué?! 
  • Tá, mas e o bebê foi parar na lixeira como? O irmã da Paloma, que trai sua digníssima espora Bárbara Paes com O Anjinha, pegou e levou pra lá. Ah, invejosa! E o que ele fez com a irmãzinha? Deixou lá onde estava! Vai que morre! Ha-ha, mas ela não morreu!!
  • E sabe o que aconteceu? A loucura óbvia: a Paloma conheceu o Malvino e soube que a mulher dele, esquecida em seu falecimento, havia morrido e se oferece para amamentar a menina, tem uma ligação cósmica com ela e ela, consequente e misteriosamente com ele - mas ela não percebe - e todos são estranhamente quase felizes.
  • E aí? E aí? E aí que sei lá quantos anos passam, a menina fica super envolvida com a mãe que ela não sabe que é a mãe, a mãe fica super envolvida com a fila que ela não sabe que é a filha e, consequentemente, se envolve com o Pai, que ela não sabe que pegou sua filha pra ele.
  • E de onde tinha vindo a bebê? Do relacionamento que a Paloma teve com Ninho - versão rasta do Adauto -, que ela conheceu lá em Machu Picchu quando ela comemorava ter passado na facul de Medicina. Mas ela estava triste, tristiiiiinhaaa, vulnerável, descobriu que havia sido adotada, era sempre esculachada pela mãe... Aí, pimba, ficou gravidinha. Mas o rapaz é um menino complicado e é preso várias vezes. Gzuis!!
  • Abre um parêntese importantíssimo: lá no Peru também falam Português fluentemente. E ainda criticaram a fluência na Turquia! Fica a pergunta: será que é só no Brasil que não se fala o Português fluentemente? Fecha parêntese.
  • E como o Felix sabia que a Paloma estava no boteco? Ele se fingiu de friend da irmã e, por isso, sabia onde ela tinha ido pra se entender com o rapaz complicado, que ELE havia tirado da cadeia anteriormente. Oi, oi, oi!!
  • E por que o Ninho estava na cadeia? Porque ele aceitou levar umas "encomendas" clandestinamente no corpinho pra poder viajar até o Brasil-il-il. Benza Deus...
  • Fora isso tudo, que é o foco da novela, tem a filha da Chacrete, que não tem graça, mas fica tentando arrumar marido. Imagino que, se a moça tiver sorte, até o fim da novela ela fica até um pouco mais engraçadinha. Tem também as questões do Félix e seu pai e sua mãe e seu Anjinha. E devem ter alguns outros personagens por hora desimportantes, mas que devem ganhar mais ou alguma importância depois da loucura inicial.

E acabou. Ficou com vontade de assistir hoje? Não?! Pensa na importância de ter uma mente livre, sem preconceitos... Não prometo que eu vá assistir isso até o final, mas... Ah, não, hoje é dia de futEbol, o capílulo é menor. De todo modo, não dá pra escrever comments com um capítulo só – olha quantos eu precisei pra fazer um! Mas continuarei gerindo estas incoerências também, afinal, a vida tem que ter um pouco de humor ou loucura e sorriso - faz bem, dá uma olhada lá no Sorria, mesmo não sendo filmado! Afinal...