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segunda-feira, maio 27, 2013

Decifrando enigmas

É muito comum, quando somos surpreendidos com algum problema de saúde que demande uma alimentação mais cuidadosa ou quando resolvemos perder uns quilinhos ou, ainda, quando somos pessoas naturalmente responsáveis ou nos conscientizamos da importância de uma alimentação saudável - ufa! - começarmos a nos preocupar em tentar decifrar os rótulos das embalagens dos produtos no supermercado. Mas o problema é que os rótulos tem tantas informações que acabamos nos perdendo e desistindo de olhar com grande atenção. E o que acontece? Olhamos normalmente somente para a informação sobre as calorias e, as vezes, para as gorduras ou algum item especifico que tenha relação com nossa demanda de saúde - para alguns, sódio, para alguns o açúcar e por aí vai.

Bom, esse post tem o objetivo de esclarecer alguns pontos das informações nutricionais constantes dos rótulos buscando decifrá-los pra você e, mais do que isso, mostrar que eles não são tão complicados quanto parecem.

Numa análise bem básica, quem s
ão as “benditas” e “conhecidas” calorias? 

As calorias são a energia de cada alimento. Então, atenção, você não deve escolher um alimento observando somente se ele tem poucas calorias, afinal, seu corpo precisa dessa energia pra diversos processos, como o digestivo e o respiratório. Além disso, muitas vezes, um alimento com poucas calorias tem muitas gorduras e é nelas que devemos focar!

Também é importante que fiquem ligados na parte energética e metabólica, que são os carboidratos, divididos em Simples e Complexos. 

Os Carboidratos Simples, como o próprio nome diz, são mais facilmente quebrados no processo de digestão, fornecendo por isso energia de maneira mais rápida. Como está lá no Mas... e o açúcar?, são esses os carboidratos que devemos consumir, por exemplo, após atividades físicas como a corrida, reabastecendo rapidamente o organismo e evitando a busca de energia nas reservas musculares. Pela mesma razão, devem ser consumidos com cautela no dia-a-dia, já que causam um rápido aumento de açúcar no sangue, aumentando também a liberação de insulina, que coloca esses carboidratos nas células de gordura e nas células musculares, além de evitar a utilização da gordura armazenada, dificultando a perda de peso.  

Já os Carboidratos Complexos são os digeridos mais lentamente, não trazendo os efeitos citados anteriormente e favorecendo, por exemplo, o momento anterior a atividades físicas prolongadas.

E as gorduras? Ah, as gorduras... Vamos por partes, começando pela mais odiada: a gordura trans. A gordura trans é aquela que devemos evitar a todo custo, já que pode, além de causar o amento do colesterol total e do colesterol ruim, chamado de LDL, diminuir o colesterol bom (HDL). Além disso, está associado a obesidade por sua grande quantidade em diversos alimentos. Dá uma olhada:

* Biscoito água e sal (2 unidades) => 1,0 g de gordura trans
* Biscoito recheado (2 unidades)  => 1,5 g de gordura trans
* Biscoito tipo wafer (4 unidades) => 5,0 g de gordura trans

Lembra daquele sanduíche, o Big Mac? Em uma comparação engraçada, ele tem menos gordura trans que os dois últimos da listinha acima: 1,1 g. Ah, mas se a gente tivesses que se preocupar só com ela... Tem a gordura saturada, né?

Sim, a gordura saturada é a chamada gordura ruim, encontrada, por exemplo, nas carnes gordurosas e nas frituras, além de estar também nos biscoitos recheados que já citamos.

Por fim, a gordura insaturada é a gordura “boa”, encontrada no azeite e nas nozes, por exemplo, e que atua na redução do colesterol e na formação dos hormônios essenciais. 

A Fibra Alimentar não possui calorias. Sabia? Ela é essencial para o bom funcionamento do intestino e a prevenção de doenças. Então, foca nelas, mas tomando bastante água pra que elas façam o efeito desejado!

O Sódio foi abordado lá no Sal,tão natural... Dá uma olhada!

As vitaminas e demais minerais vão depender das suas necessidades e são muito bons para a saúde.

Atenção! O importante disso tudo é ajudar a entender o que o rótulo está dizendo e não definir em que quantidades se deve consumir. Isso vai depender do bom senso e da recomendação médica, quando esta existir. 

Uma dica, ainda, sobre a leitura dos rótulos é uma visita ao Blog da Mimis, que tem muitas dicas interessantes!

Com mais atenção à nossa saúde, é possível conquistar uma vida mais tranquila. Você já leu isso, eu sei que já... 
    

quinta-feira, maio 09, 2013

Já pensou na facilidade que são as frutas?

Aproveitando pra compartilhar pequenas dicas, ainda na linha dos temas anteriores, sugiro a leitura de algo que certamente você já leu, se surpreendeu e talvez tenha esquecido de colocar em prática. Mas, agora, pensa no assunto com um pouco mais de carinho - carinho com você, não comigo, afinal, quem mais do que você quer quer que você seja saudável e tenha uma vida mais tranquila. É fácil carregar uma fruta pro trabalho, consumir pela manhã ou a noite, com casca ou sem casca, com semente ou sem semente, no suco, assada, tem pra todos os gostos. Lembrando sempre que apesar de, em regra, in natura ser melhor, pois preserva os nutrientes, não são eliminados os benefícios se você preferir dar uma variada até para não enjoar. Basta gerenciar este consumo, não é mesmo?

E pensando em frutas mais práticas no dia-a-dia, pra carregar ou consumir...
Dá uma olhada de novo naquelas informações sobre outros ingredientes comuns na cozinha brasileira que estão lá no Marmitas. Sim, é preciso gerir! E mãos a obra!

terça-feira, maio 07, 2013

EXERCÍCIOS! ÁGUA! SAL! AÇÚCAR! CORAÇÃO!


1 - Exercícios X Coração

Não é novidade pra ninguém - ao menos, eu espero - que a prática de exercícios físicos regulares contribui para uma vida saudável, evitando de maneira eficaz doenças cardiovasculares, como colesterol alto, infarto e problemas de pressão. E bastam 30 minutinhos para dar aquele gás pro coração! 

Hum, quer dizer que uma voltinha no shopping por 30 minutos me garante saúde? Hum... nada mau.

Nem tanto, nem tão pouco. Sua caminhada deve, preferencialmente, ser feita de modo consciente, atento. Logo, é ideal que seja, ainda que suave, no seu ritmo, atenta a postura, a respiração, ligada nos sinais que seu corpo dá. Então, a não ser que você atente para estes itens, e não às vitrines ou prateleiras, o passeio que você faz no shopping ou a sua ida ao supermercado, apesar de te fazerem muito bem, não valerão como esse total de 30 minutos.

Ah, mas essas saídas são os únicos momentos que tenho para me exercitar!

Ok. Então, que tal você sair dez minutinhos antes e dar uma volta no quarteirão antes de seguir para o mercado ou após levar seu filho a escola ou fazer aquela atividade que tem programada?

Com a roupa que vou sair? Sem chance!

Então, crie as possibilidades! Um alongamento ao acordar ou antes de dormir; leve as roupas adequadas para o trabalho e, de lá, siga para uma academia; dance um pouco, nem que seja no chuveiro - mas cuidado com o gasto excessivo de água! Dê uma olhada no post Um dia de trabalho e mil possibilidades, você pode se animar!


2 - Água X Coração

Sim, troquei hidratação por água. Foi intencional. Apesar de a água não ser o único meio de hidratação do organismo, como já falamos no Como você tem gerido sua hidratação?, ela é uma fonte fácil, barata, limpa e não calórica. E não estou falando de calorias observando só a relação com o peso, não, mas com relação ao açúcar e sua influência no coração, quando em excesso, favorecendo a hipertensão. Da mesma forma, os chás, apesar de cumprirem de maneira eficiente a função hidratante, trazem os efeitos das ervas, que devem ser usufruídos com alguma cautela e, se em grandes quantidades, com acompanhamento médico.

E, claro, observando tudo isso, sem problemas, aproveite muito o poder hidratante e regenerador dos vegetais, das frutas, dos legumes e suas variadas possibilidades de consumo! Mas nunca, nunca se esqueçam que a água deve vir em primeiro lugar e maior quantidade para que seu coração fique mais feliz. E não precisa esperar sentir sede pra se hidratar, ok?

Ok mesmo, né? A sede é sinal de defeito. É como a televisão quando começa a chover na imagem ou sair o canal do ar: é sinal de que a antena está com algum problema ou seu pacote não tem mais aquele canal. Traduzindo, se você não bebe água, você ficará desidratado, seu metabolismo funcionará de maneira irregular e seu sistema não funcionará direito.

3 - Sal X Coração



4 - Açúcar X Coração

Você acha que o coração fica super feliz com bastante açúcar, afinal doce é muito bom! Mas já vimos que não. Dá uma olhada lá no Mas... e o açúcar?

Um bom resumo é a frase que se estende para os demais itens: não é preciso desenvolver uma fobia ao açúcar, nem eliminá-lo de nossa vida, porque ele não é um monstro nutricional; é preciso apenas consumi-lo com moderação.

Bom, como disse lá no início, tudo que você acabou de ler está em sites como o Minha Saúde, dá uma olhada só nas dicas que eles trouxeram para o bom funcionamento do coração:

2) Peso ideal. A obesidade é uma das principais doenças crônicas do mundo e um em cada dez adultos no mundo é obeso. O excesso de peso e a obesidade aumentam os riscos de desenvolver doenças cardíacas. Veja qual faixa está seu Índice de Massa Corporal (IMC).
3) Ria, ria e ria muito. Rir diminui as taxas de hormônios relacionados ao estresse (cortisol, epinefrina, dopamina e hormônio do crescimento), aumentando os níveis de endorfina e de neurotransmissores. O resultado disso é um sistema imunológico mais forte e uma redução dos efeitos físicos do estresse.
4) Faça sexo. E de preferência com um parceiro estável. A dica é do cardiologista espanhol Josep María Caralps.
5) Coma bem e corretamente. Azeite, alho, linhaça, arroz integral e aveia ajudam a manter a saúde do coração em dia, alerta Renata Alves, nutricionista do Instituto de Cardiologia do Hospital Dante Pazzanesse.
6) Aproveite o chocolate amargo com parcimônia. O cacau pode baixar a pressão arterial e o colesterol, prevenir o diabetes e melhorar a saúde dos vasos sanguíneos.
7) Tenha cuidado no final de semana. Hábitos ruins como beber ou comer demais ou até exagerar no futebol com os amigos podem alterar ritmo do coração e causar graves doenças cardíacas.
8) Adote pequenas mudanças e tenha grandes conquistas. Troque o elevador pela escada, o arroz branco pelo integral, reduza o estresse. Algumas alterações nos hábitos de vida podem ajudar seu coração.
9) Mantenha a saúde do coração em dia. Converse com seu médico sobre a realização dos principais exames como eletrocardiograma e ecocardiograma.
10) Reduza a circunferência da cintura. O aumento de gordura na região abdominal acelera o risco de desenvolver algumas doenças do coração.
11) Use menos sal. Duas pitadas a menos de sal por dia reduzem em 13% o risco cardíaco, segundo estudo canadense.
Então, é só tudo isso, gente! Tudo que já foi colocado aqui no blog, nesses poucos quilômetros corridos, busca um mesmo fim, que é correr atrás de novas informações, gerir ideias soltas e, quando possível - e quase sempre é -, relacioná-las para estimular novas ideias!

Aliás, se tiver uma boa ideia de saúde, pode deixar seu comentário!

domingo, maio 05, 2013

Mas... e o açucar?

Depois de ler diversas informações sobre o sal e trazê-las no Sal, tão natural..., e vendo a quantidade de visualizações do post, pensei: e o açúcar?! Não falei do açúcar! 

Já perceberam que, de tempos em tempos, um dos dois é escolhido como bola da vez? Caramba, porque não se preocupam e falam sobre os prejuízos e malefícios dos dois ao mesmo tempo, já que ambos fazem parte de nossas vidas desde sempre e sobre eles devemos ser orientados antes que seja tarde e não possamos mais utilizá-los?! 

Enfim, para situações equivalentes, introduções equivalentes, com as devidas alterações: 

Ai, ai, tão adorado e, ao mesmo tempo, tão temido... Por diversas vezes, se debate sobre os malefícios do uso excessivo do açúcar para a saúde. 

Começando, como sempre, do começo, da mesma forma que o sal: o açúcar é um termo genérico para designar os carboidratos cristalinos comestíveis de sabor adocicado, como a frutose, que é o açúcar presente nas frutas, cereais etc, e a sacarose, que é a mistura da glicose com a frutose.

Mas de onde vem a estória da felicidade, aquela coisa de “ah, estou triste, preciso comer um doce pra me alegrar”?

Além de adoçar os alimentos ou bebidas, o açúcar fornece energia ao corpo humano, já que se transforma facilmente em glicose através da ação da insulina. É por isso, por exemplo, que antes de uma corrida, esporte que demanda grande quantidade de energia, é preciso ingerir carboidratos de fácil absorção. E não estranhamente, pela mesma razão, tem-se na corrida um dos fortes aliados no combate ou no tratamento do diabetes, disfunção que eleva desproporcionalmente o nível de glicose no sangue pela diminuição da quantidade ou da ação da insulina produzida pelo pâncreas.

Mas, voltando a alegria, ela vem dessa energia que é levada ao corpo através do consumo do açúcar. Basta olhar uma criança ou, na verdade, qualquer um que deseja comer um doce: a satisfação ou a euforia ou a ansiedade, ou todas elas juntas, podem surgir já no momento do pensamento, da lembrança do sabor do doce; e, certamente, durante e após a degustação, vem aquela sensação de satisfação e normalmente aquela vontade de comer mais um pouquinho. Por isso, cuidado com os excessos!

Mas como você é repetitiva. Qual é o problema de ter açúcar demais no sangue? Energia não é bom?

Nada em excesso, lembram? Nem energia. Afinal, níveis altos de açúcar no organismo aumentam as chances do desenvolvimento de doenças cardiovasculares e complicações como a cegueira e a morte. Esse não é o foco central, mas falando de açúcar considero importante destacar algumas características que, se observadas, podem evitar a evolução de doenças como o diabetes.

Então, já sei, é só cortar o açúcar!

Ai, como você é radical... Já falei que o açúcar é importante para o corpo, querido! Já esqueceu? Você já leu sobre isso fora daqui também! Sem açúcar, você pode desenvolver, por exemplo, a hipoglicemia, que, em linhas gerais, pode ocorrer de maneira reativa, como resultado do desequilíbrio entre os níveis de glicose e insulina no sangue ou em decorrência do jejum prolongado. Lembra de já ter lido algo sobre uma regrinha de comer de três em três horas? Pois é. E, aí, se você não consome de maneira adequada o bendito açúcar, pode perceber, entre outras coisas, sinais como palidez, tonturas, suor frio, sensações de fraqueza ou desmaio.

Entendi. Basta comer qualquer coisa com açúcar de três em três horas!

Calma, criatura! Você interpreta tudo ao pé da letra, hein. Não é comer ou beber qualquer coisa com açúcar... Além de não existir uma quantidade exata de açúcar pra se consumir por dia, você deve ter atenção em manter suas refeições mais leves e saudáveis. Outras medidas interessantes estão em manter a alimentação num intervalo de três a cinco horas e procurar uma atividade física, que ajuda a prevenir a queda de glicose no sangue.

Só pra esclarecer, o açúcar em si pode vir de várias formas, umas mais saudáveis e conhecidas que as outras. Quanto às calorias, tecnicamente, nada muito diferente. Tecnicamente...


Percebeu as diferenças? Então, abra seu leque de possibilidades em açúcar. 

Pra facilitar, olha que tabelinha interessante:


Refinado
Mascavo e demerara
Orgânico
Frutose

Energia

387 kcal
376 kcal
399 kcal
400 kcal

Carboidratos

99,90g
97,30g
99,3g
n/d

Vitamina B1

0mg
0,010mg
n/d
n/d

Vitamina B2

0,020mg
0,010mg
n/d
n/d

Vitamina B6

0mg
0,030mg
n/d
n/d

Cálcio

1,0mg
85mg
n/d
n/d
Magnésio
0mg
29mg
n/d


 n/d

Cobre

0,040mg
0,300mg
n/d
n/d

Fósforo

2mg
22mg
n/d
n/d

Potássio

2mg
346mg
n/d
n/d

Proteína

n/d
n/d
0,5%
n/d




Viu só, Você pode fazendo pequenas trocas e experimentos, você pode abusar de um docinho aqui, uma massa ali – sim, macarrão tem açúcar! - e depois compensar gastando essa energia com um esporte ou uma atividade de lazer ou, ainda, fazendo  refeições mais leves no resto do dia – sem ficar sem comer, por favor! Pense nos benefícios do açúcar consumido através de sucos, que muitas vezes nem precisam ser adoçados, ou comendo frutas. Olha que prático! É só prestar atenção no que se come, no tempo que se come e na quantidade que se come. Ou seja, continue gerindo perspectivas.


terça-feira, abril 30, 2013

Um dia de muito trabalho e de mil possibilidades de saúde

Sim, nós somos trabalhadores, temos pouco tempo para nos dedicarmos a outras atividades durante o dia. Mas já pensou que tudo que você faz pode contribuir para dar uma valorizada no corpinho, mesmo que você nem esteja se dando conta disso? Duas possibilidades que podem fazer parte do seu dia-a-dia tranquilamente:

  • As vezes, o trajeto entre o ponto de ônibus e a casa ou o trabalho pode ser um bom momento para uma caminhada. Se é possível ir de casa ao trabalho a pé, então, maravilha! Aproveite os percursos a pé para focar em detalhes como a contração do abdome, respiração, postura. Só cuidado com o sapato, pra não machucar o pé!
  • Se você, assim como eu, não tem paciência para esperar o elevador, ponto pra você! Subir escadas por cinco minutos queima 75 calorias. Não precisa ficar feito um doido no seu trabalho subindo e descendo escadas e contando o tempo. É só uma média e basta usá-la quando precisar ir de um andar a outro. Pronto, você estará se mexendo. E, é claro, se você quiser se exercitar mais um pouco, suba e desça pelo menos cinco andares no trabalho ou em casa, se você mora em prédio, por umas duas ou três vezes. Pense na chegada, na hora do almoço e na saída: três subidas e três descidas pelo menos durante um dia, sem loucuras ou maiores esforços.


Além disso, se, durante o dia, ou ao acordar, ou ainda antes de dormir, você se permitir fazer um alongamento básico, já estará ajudando seu corpinho a relaxar e desenferrujar um pouco! Pense se não é uma boa ideia para aqueles dez minutinhos que você volta antes de seu horário de almoço terminar ou que você chega antes da hora.

E se eu quiser incrementar?


Mesmo trabalhando 100% do tempo de frente pro computador, você pode, também, se movimentar um pouco, discretamente. Por exemplo, você pode pegar a água ou o cafezinho no lugar mais distante, caminhar até o banheiro mais afastado da sua sala e por aí vai. Isso vai te obrigar a levantar da sua cadeira, caminhar um pouco, se movimentar, permitir ver outras pessoas, respirar novos ares.

Como plus, já pensou numa isometria de coxas e abdômen? Sentado na sua cadeirinha, você tira os pés e, se conseguir, as coxas da cadeira e segura por 20 segundos. Pode segurar nos braços da cadeira. Se repetir isso por cinco vezes você pode gastar cerca de 60 calorias!!!!

Outras possibilidades? Sim, clica e confere!

Examine o seu dia e veja como é viável! Além de ganhar saúde, é possível que você garanta mais um pouco de diversão na sua rotina.

segunda-feira, abril 29, 2013

Missão cumprida.

A ideia de hoje é espalhar a felicidade que se multiplicou no fim de semana, com a Corrida WRun. Missão cumprida!




É a empolgação da largada, a satisfação em chegar até a marca final com fôlego, a manutenção de um bom tempo, o reencontro com a pista e os corredores... Viva a endorfina! É a mesma felicidade e bem estar que sentimos quando rimos, ouvimos uma boa música, realizamos outros exercícios relaxantes como ioga, dormimos, tomamos café, comemos chocolate e pimentas, e até quando treinamos por mais de 30 minutos! Sim, porque a vida tem muito estresse e aborrecimentos, mas também está repleta de outras pequenas coisas capazes de nos trazer alegria.


Olha só quanta coisa a liberação de endorfina pode trazer: 


  • melhora a memória;
  • melhora o humor;
  • aumenta a resistência;
  • aumenta a disposição física e mental;
  • melhora o sistema imunológico;
  • alivia as dores; e
  • melhora a concentração.


E esses são apenas exemplos!!! A verdade é que, do mesmo modo que liberamos adrenalina em momentos de tensão, o cérebro produz a endorfina como reação a estímulos positivos. É dela que vem a disposição de continuar correndo quando, no último quilômetro, você pensa em parar ou seguir caminhando. É dela que vem a disposição para treinar antes ou depois do trabalho ou ainda cedo no fim de semana. É dela que vem o gás pra chegar animado no trabalho, mesmo quando o trabalho em si não gera toda essa animação. É é por causa dela que você se torna mais resistente ao estresse, à dor e até aquela tristezinha que as vezes bate - sim, a endorfina pode ser 400 vezes mais potente que a morfina quando produz a sensação de alívio! E é por causa dela que você tem seu soninho regulado ao começar a prática de atividades físicas ou que te deixam relaxado.

Por isso tudo, busque sua fonte diária - claro, como sempre digo, sem excessos, pra que não se torne um vício ou uma dependência, ok? Nem demais, nem de menos. Assim como um chocolatinho na deprê (ou até mesmo num dia animadinho) é bom e você não precisa se reprimir tanto, correr ou malhar em excesso não faz bem a saúde, podendo causar lesões e até punições mentais quando os contratempos não te permitirem praticar.

E é como diria Marley, everything's gonna be alright. Então, a vida segue, os problemas e felicidades vem e vão, e a gente tem que fazer o que com tudo isso? Gerir pra não bagunçar tudo e não se cobrar demais, deixando bons momentos passarem sem ser muito bem vividos.


Sal, tão natural...

Ai, ai, tão adorado  e, ao mesmo  tempo, tão temido... Ultimamente - leia-se aqui há pelo menos sete anos - tem se falado sobre os malefícios do uso excessivo do sal para a saúde. Interessante como, durante esse mesmo tempo, não houve qualquer preocupação efetiva em orientar as pessoas sobre de que maneira esse consumo poderia ser reduzido. Na verdade, o que se continua vendo é a comida com aquela boa "pitada" de sal pra "dar um gostinho" e o saleiro a mesa pra complementar o sabor.

Olha só que beleza: o sal, bem lá no início, era tido como um conservante alimentar. Além de dar um pouco mais de sabor ao alimento, garantia que o mesmo não fosse deteriorado por microrganismos etc; tinha um uso, digamos, sanitário. Além disso, verificou-se que o sal seria necessário ao corpo humano até mesmo para a transmissão de impulsos nervosos. Mas, como tudo na vida é controle, coisa que o ser humano tem pouco ou esquece de empregar em algumas situações, houve um aumento absurdo no uso deste ingrediente: o sal começou a ser usado em alimentos - ou até comidas - já com sal - algumas com muito sal, como os fast foods - e ao mesmo tempo que temperos fortes como a pimenta ou os caldos - que já tem sal! E, aí, o que aconteceu? Percebeu-se que o uso desregrado dessa pitada de sabor estava ocasionando ou aumentando a incidência de doenças como hipertensão, que culminavam até em infartos.


O fato é que O ser humano precisa ingerir 5 a 6 gramas de sal por dia. Sabe quanto é isso? Uma colher de chá cheia! Pense rapidamente, agora, em quanto sal você usa pra cozinhar uma refeição completa... Soma aí a quantidade de sal do arroz, do feijão e daquela pitada que vocês cisma em colocar em cima da salada de alface e tomate!



Ah, mas eu tenho que fazer a comida sem sal agora?!


Não necessariamente. Algumas coisas podem, sim, ficar sem sal, deixando a gosto do freguês, como costumo dizer. Ou seja, o tanto de sal em alguns itens , como as batatas fritas - ok, não é tão saudável, mas a gente come moderadamente -, pode ficar a gosto de quem se serve. 


Outra possibilidade está em fazer substituições, como o uso de temperos naturais, como cebola, alho, salsinha, cominho, orégano e as mais variadas ervas e até as pimentas - que devem ser utilizadas com moderação - e até mesmo dos famosos temperos prontos, com uma boa dose de parcimônia, uma vez que, em regra, também contêm sal.





Atenção também com os alimentos industrializados e enlatados. É fundamental, antes de consumir, olhar o rótulo e não embolar os conceitos de sódio e sal. Vamos lá! 6g de sal tem apenas 2,4g de sódio. Então, se não houver a quantidade específica de sal - que geralmente não tem - vale multiplicar a quantidade (em gramas) de sódio indicada no rótulo por 6, que seria a quantidade em gramas base de sal, e dividir esse resultado por 2,4 - que seria a quantidade base em gramas de sódio. 

Eu sei, parece chato, mas as vezes lembrar a regra de três da tia lá do ginásio é uma boa pra saúde! Regrinha de três simples: 6g de sal está para 2,4g de sódio assim como a quantidade X de gramas de sal está para a quantidade Y de gramas de sódio. Nossa, minha fase orientadora educacional, tia de Matemática, voltou! Chata a minha pessoa? Não, Matemática é vida, abra o coração!

Voltando ao tema inicial, é possível consumir a quantidade necessária de sal por dia somente através da ingestão de alimentos, como carnes, peixes, ovos. Daí a preocupação com a ingestão por acréscimo. 

Então, basta eu tirar o sal da minha alimentação! Ele estará nos alimentos!

Não precisa tanto, até porque uma dieta restritiva de sal, com menos de 1g por dia, aumenta os índices de colesterol ruim. É aquilo: nada em excesso, nem a restrição.


A introdução do sal de cozinha é interessante pelo acréscimo de iodo que recebe e esta é uma substância muito importante para a regulação da tireóide. Entretanto, atenção, Sal com menos iodo deve ser produzido no Brasil em até 90 dias. E por que? Porque também se descobriu que o iodo, "...acrescentado ao sal para evitar doenças, como o bócio, um aumento no volume da tireoide, uma glândula localizada no pescoço que dita o ritmo em que o corpo trabalha..." em excesso "...de acordo com a OMS, pode levar ao surgimento de hipertireoidismo em idosos e à síndrome de Hashimoto, doença autoimune que atinge mais as mulheres, na qual o próprio organismo produz anticorpos contra a tireoide."

Aí, eu te pergunto: além de mudar a quantidade de iodo, diminuir a quantidade de 6 pra 5g por dia, não seria o sal um assunto interessante de ser tratado com as crianças no período escolar ou em programas de horário nobre, como novelas e jornais? Pensem em como seria revolucionário se uma criança começasse a falar com os pais sobre os prejuízos do uso do sal em excesso para a saúde ou se a mocinha da novela mudasse seus hábitos alimentares influenciando positivamente seus telespectadores. Ideias, ideias... Sei lá, apenas gerindo perspectivas.